Monthly Archive: maio 2006

O amor e o amor plagiado

Sobre o texto anterior, “Pequeno tratado sobre a mortalidade do amor” escreve Alexandre Inagaki, autor do blog Pensar Enlouquece. Pense Nisso.: Originalmente postado em seu blog e posteriormente reproduzido no Digestivo Cultural e colado aqui :)


O amor e o amor plagiado

Agora como me tornei um autor (des)conhecido
e fui parar em um anexo de PowerPoint

Alexandre Inagaki

Há tempos não publico ficções no meu blog, optando por deixá-las guardadas em uma gaveta nada virtual, por dois motivos principais. O primeiro é o fato de que há na blogosfera diversos escritores mais inspirados do que eu (dois bons exemplos: Fabio Danesi Rossi eDennis D. ). O segundo é a praga virtual que infesta há tempos a Internet: a mania que certas pessoas têm de se apropriar de textos alheios. Enquanto alguns acrescentam sua assinatura a textos que jamais escreveram (e nem seriam capazes de), outros atribuem a escritores conhecidos a autoria de versos e prosas alheios.

Tão inacreditável quanto a conduta daqueles que adulteram a autoria de textos é tentar entender como é que existem pessoas que crêem piamente que um escritor como Luis Fernando Veríssimo teria sido capaz de escrever uma crônica com o sutilíssimo título “Um Dia de Merda”. Enfim, coisas de uma nação de analfabetos funcionais, que lêem e interpretam textos com neurônios apáticos e apaziguados. Acham um artigo bonitinho ou engraçadinho, decidem reencaminhá-lo via e-mail para sua lista de contatos ou copiá-lo em seus blogs e mal se preocupam com detalhes “secundários” como dar os devidos créditos do texto que tanto apreciaram.

Tempos estranhos. Fama virtual é escrever um texto e vê-lo atribuído a Clarice Lispector, Arnaldo Jabor ou Herbert Vianna, isso quando você não se torna o tal do “autor desconhecido”. Eu, por exemplo, já perdi a conta de quantas vezes vi contos, crônicas, artigos e poemas meus sendo publicados em sites como se fossem escritos por outros. São situações pra lá de chatas, que no entanto são inevitáveis a qualquer um que se disponha a usar a Internet como meio de publicação.

Semanas atrás, por exemplo, fui surpreendido ao receber o forward de um arquivo de PowerPoint baseado em minha crônica “Pequeno Tratado sobre a Mortalidade do Amor” (texto acima), publicada pela primeira vez em novembro de 2000. Além do choque que sofri ao ver palavras transpostas para esta que é a mais infame das interfaces de um texto, ainda tive o desprazer de constatar que o zé mané que manipulou minha crônica adulterou-a completamente, mudando ou acrescentando sentenças inteiras ao seu bel-prazer. Os trechos mais irônicos, a discreta citação a um poema de T. S. Eliot, a piada sobre “amores inteligentes” ou a referência à fase decadente de Elvis Presley foram tolhidos, e em seu lugar foram incluídas frases típicas de livrecos de auto-ajuda, do tipo “o amor é simplesmente o resultado concreto de um relacionamento maduro e crescente entre duas pessoas”. Mas, pior do que ver meu texto retalhado e deturpado, foi encontrar essa versão apócrifa reproduzida na Web em sites entuchados com gifs animados e arquivos mid: de que desgosto.

O que fazer para atenuar os danos causados por tais aberrações? Antes de mais nada, é bom saber que os direitos autorais são regulados no Brasil pela Lei 9.610/98 , que afirma: “É expressamente vedada, sob pena de serem tomadas as medidas judiciais cabíveis, a reprodução, publicação, distribuição e/ou o uso indevido de qualquer dos textos ora em questão, seja na íntegra ou em partes, sem o expresso consentimento e concordância por escrito dos respectivos autores”. Mas só o conhecimento da lei não basta: a fim de resguardar seus direitos, todo autor deve registrar oficialmente suas criações na Biblioteca Nacional (clique aqui para saber como fazer isso).

Vale a pena registrar ainda a observação da jornalista e professora Tina Andrade, que em seu artigo “Copy-paste: na web plágio (ainda) é muito relativo “, escreve: “O poder das networks está disparando e, na minha modestíssima opinião, a melhor maneira de evitar o plágio ainda é, foi e sempre será tornar a sua obra pública para o maior número de pessoas possível! Basta saber transformar internautas-de-carteirinha, ‘listeiros’, leitores assíduos, formadores de opinião em fiéis escudeiros… Como? Relacionamento: transparente, bem-humorado, interessante. Porque o bom quando se fala em web é mesmo saber lidar com gente”. Outra dica é aproveitar os recursos do Copyscape , site que dedura plagiadores de textos. Seu funcionamento é simples: você acessa a página, digita a URL de seu blog ou site e inicia a busca. Em poucos segundos o Copyscape rastreará a Internet em busca de outros sites que tenham copiado excertos de seus escritos.

A propósito: se você gostou de algum texto que escrevi e deseja republicá-lo em algum site, sinta-se à vontade para reproduzi-lo, desde que respeitando as normas do Creative Commons . Last, but not least: e nada de anexos e de PowerPoint, por favor…



Alexandre Inagaki
São Paulo, 8/12/2004

Pequeno Tratado sobre a Mortalidade do Amor

“Pequeno Tratado sobre a Mortalidade do Amor”
Alexandre Inagaki

Todos os dias morre um amor. Quase nunca percebemos, mas todos os dias morre um amor. Às vezes de forma lenta e gradativa, quase indolor, após anos e anos de rotina. Às vezes melodramaticamente, como nas piores novelas mexicanas, com direito a bate-bocas vexaminosos, capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos. Morre em uma cama de motel ou em frente à televisão de domingo. Morre sem beijo antes de dormir, sem mãos dadas, sem olhares compreensivos, com gosto de lágrima nos lábios. Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados, cartas cada vez mais concisas, beijos que esfriam aos poucos. Morre da mais completa e letal inanição.

Todos os dias morre um amor. Às vezes com uma explosão, quase sempre com um suspiro. Todos os dias morre um amor, embora nós, românticos mais na teoria do que na prática, relutemos em admitir. Porque nada é mais dolorido do que a constatação de um fracasso. De saber que, mais uma vez, um amor morreu. Porque, por mais que não queiramos aprender, a vida sempre nos ensina alguma coisa. E esta é a lição: amores morrem.

Todos os dias um amor é assassinado. Com a adaga do tédio, a cicuta da indiferença, a forca do escárnio, a metralhadora da traição. A sacola de presentes devolvidos, os ponteiros tiquetaqueando no relógio, o silêncio ensurdecedor depois de uma discussão: todo crime deixa evidências.

Todos nós fomos assassinos um dia. Há aqueles que, feito Lee Harvey Oswald, se refugiam em salas de cinema vazias. Ou preferem se esconder debaixo da cama, ao lado do bicho-papão. Outros confessam sua culpa em altos brados, fazendo de penico os ouvidos de infelizes garçons. Há aqueles que negam, veementemente, participação no crime, e buscam por novas vítimas em salas de chat ou pistas de danceteria, sem dor ou remorso. Os mais periculosos aproveitam sua experiência de criminosos para escrever livros de auto-ajuda com nomes paradoxais como O Amor Inteligente ou romances açucarados de banca de jornal, do tipo A Paixão Tem Olhos Azuis, difundindo ao mundo ilusões fatais aos corações sem cicatrizes.

Existem os amores que clamam por um tiro de misericórdia: corcéis feridos.

Existem os amores-zumbis, aqueles que se recusam a admitir que morreram. São capazes de perdurar anos, mortos-vivos sobre a Terra teimando em resistir à base de camas separadas, beijos burocráticos, sexo sem tesão. Estes não querem ser sacrificados, e, à semelhança dos zumbis hollywoodianos, também se alimentam de cérebros humanos, definhando paulatinamente até se tornarem laranjas chupadas.

Existem os amores-vegetais, aqueles que vivem em permanente estado de letargia, comuns principalmente entre os amantes platônicos que recordarão até o fim de seus dias o sorriso daquela ruivinha da 4ª série, ou entre fãs que ainda suspiram em frente a um pôster do Elvis Presley (e, pior, da fase havaiana). Mas titubeio em dizer que isso possa ser classificado como amor (bah, isso não é amor; amor vivido só do pescoço pra cima não é amor).

Existem, por fim, os amores-fênix. Aqueles que, apesar da luta diária pela sobrevivência, das contas a pagar, da paixão que escasseia com o decorrer dos anos, da TV ligada na mesa-redonda ao final do domingo, das calcinhas penduradas no chuveiro e das brigas que não levam a nada, ressuscitam das cinzas a cada fim de dia e perduram – teimosos, e belos, e cegos, e intensos. Mas estes são raríssimos, e há quem duvide de sua existência. Alguns os chamam de amores-unicórnio, porque são de uma beleza tão pura e rara que jamais poderiam ter existido, a não ser como lendas. Mas não quero acreditar nisso.

Um dia vou colocar um anúncio, bem espalhafatoso, no jornal.

PROCURA-SE: AMOR-FÊNIX
(oferece-se generosa recompensa)

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Tento ainda entender quem é a criatura criminosa que conseguiu transformar um texto tão bom na coisa que segue, abaixo. É uma prova de que pode-se matar um texto com simples “adaptações”. Certamente essa pessoa achou que, “traduzido” para sua linguagem medíocre, o texto ficaria mais “tocante”. Daí para um acréscimo e outro, e outro e outro, foi um passo. Não bastasse ter sido sutilmente distorcido, o texto ainda foi transformado em poema (?!) assinado pelo Autor Desconhecido. E, o cúmulo da degradação do indivíduo, o texto, alterado, foi inserido em uma daquelas apresentações bregas de Power Point. Leia, agora, o texto assassinado (uma das versões que circulam pela net):


Morre Um Amor
***
Todos os dias morre um amor.
Quase nunca percebemos,
mas todos os dias morre um amor.
Às vezes de forma lenta e gradativa,
quase indolor, após anos e anos de rotina.
Às vezes melodramaticamente,
como nas piores novelas mexicanas,
com direito a bate bocas vexaminosos,
capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos.
Pode morrer em uma cama de motel
ou simplesmente em frente à televisão de domingo.
Morre sem um beijo antes de dormir,
sem mãos dadas, sem olhares compreensivos,
com um gosto salgado de uma lágrima nos lábios.
Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados,
diálogos cada vez mais resumidos,
de beijos cada vez mais gelados…
Morre da mais completa e letal inanição!!!

Todos os dias morre um amor, embora nós,
românticos mais na teoria do que na prática,
relutemos em admitir.
Pode morrer como uma explosão,
seguida de um suspiro profundo
(porque nada é mais dolorido do que a constatação de um fracasso),
de saber que, mais uma vez, um amor morreu.
Porque, por mais que não queiramos aprender,
a vida sempre nos ensina alguma coisa.
Esta é a lição: qualquer amor pode morrer!
E todos os dias, em algum lugar do mundo,
existe um amor sendo assassinado.
Como pista desse terrível crime,
surge uma sacola de presentes devolvidos,
uma lista de palavrões sem censura,
ou o barulho insuportável do relógio depois da discussão…
Afinal, todo crime deixa as suas evidências!
Todos nós podemos ser um assassino.
E podemos agir como age um assassino:
podemos nos esconder debaixo das cobertas,
podemos nos refugiar em salas de cinema vazias,
ou preferir trabalhar que nem um louco,
ou viajar para “espairecer”,
ou confessar a culpa em altos brados,
fazendo do garçom o seu confidente…

Mas há também aqueles que negam, veementemente,
a sua participação no crime, e buscam por novas vítimas
em salas de bate papo ou pistas de danceteria,
sem dor ou remorso.
Os mais perigosos aproveitam sua experiência
de criminosos para escreverem livros de auto ajuda,
com a ironia de quem tem muito a ensinar
para os corações ainda puros.
Existem também os amores
que clamam por um tiro de misericórdia:
ainda estão juntos,
mas se comportam como um cavalo ferido,
esperando ser sacrificado.

Existem também os amores fantasma,
aqueles que se recusam a admitir que já morreram..
São capazes de perdurar anos,
como mortos vivos sobre a Terra,
teimando em resistir apesar das camas separadas,
beijos frios e burocráticos,
e sexo sem tesão (se houver).
Estes não querem ser sacrificados,
mas irão definhar aos poucos,
até se tornarem como laranjas chupadas.
Existem ainda os amores vegetais,
aqueles que vivem em permanente estado de letargia,
que se refugiam em fantasias platônicas,
recordando até o fim de seus dias
o sorriso daquela ruivinha da 4a. série.
Ou, se faz presente na fã que até hoje suspira e delira
em frente a um pôster do Elvis Presley.
Mas eu, quase já desistindo da minha busca,
pude ainda encontrar uma outra classificação:
os amores vencedores.
Aqueles que, apesar da luta diária pela sobrevivência,
das infinitas contas a pagar,
da paixão que decresce com o decorrer dos anos,
da mesa-redonda no final de domingo,
das calcinhas penduradas no chuveiro
e das brigas que não levam a nada,
ressuscitam das cinzas e se revelaram fortes,
pacientes e esperançosos.
Mas estes são raríssimos,
e há quem duvide de sua existência.
São de uma beleza tão pura e rara que parecem lendas.
Um dia vou colocar um anúncio,
bem espalhafatoso, no jornal:
PROCURA-SE UM AMOR VENCEDOR
– ofereço generosa recompensa.
Mas, no fundo, sei que ele não surgiria como por acaso…
O que esses poucos vencedores
falam é de que esse amor foi suado,
trabalhado, bem administrado
nas centenas de situações do cotidiano.
Não é um presente de loteria,
de sorte, nem de magia.
É simplesmente o resultado concreto daquilo
que foi um relacionamento maduro
e crescente entre duas pessoas .




Um pedaço de outra versão do atentado ao texto:

“Mas eu, desiludida, triste e quase já desistindo de acreditar no amor, pude ainda encontrar uma outra classificação: os amores-vencedores.
Aqueles que, apesar da luta diária pela sobrevivência, das infinitas diferenças a serem superadas, das mágoas que às vezes acontecem sem querer, ressuscitam a cada momento e se revelam fortes, pacientes e esperançosos.

Esses são raríssimos, e há quem duvide de sua existência, jurando que irão acabar a qualquer momento.
São de uma beleza tão pura e rara que parecem lendas, impressionando a quem os observa incrédulos, sem entender como duas pessoas podem se amar tanto.

Mas, no fundo, sei que estes não surgem como por acaso…
O que se observa é que esse amor foi suado, cultivado, trabalhado, bem administrado nas centenas de situações do cotidiano.
Não é um presente de loteria, de sorte, nem de magia.
É simplesmente o resultado concreto daquilo que foi
um relacionamento maduro, seguro e crescente entre duas pessoas.”

Acréscimos ou A Festa da Mediocridade:

Algumas versões circulam com acréscimos no final:
“E, assim sendo, renasce como um fenix a cada tentativa de morte. Surgindo mais brilhante e forte, apresentando-se como indissociável da própria vida, que não mais poderia ser vivida sem ele.

Estou sentindo sua falta…”

Outros preferem assassinar o texto (já agonizante) discordando, na apoteose da breguice:

“Alguns chamam-nos de “Amores-unicórnio”, porque são de uma beleza tão pura e rara que jamais poderiam ter existido, a não ser como lendas.

Mas… Eu recuso-me a acreditar nisso!!!

Não importa o tamanho da montanha… Ela não pode tapar o Sol!!! ”


E uma versão tão revoltante quanto:

Todos os dias nascem pessoas, morrem pessoas.
Mas existe também, A MORTE DO AMOR:
Todo o dia morre um amor.
(…)

Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados, camas separadas, distância, diálogos cada vez mais resumidos, de beijos cada vez mais gelados, do sexo sem tesão (qdo há)…

Todos os dias morre um amor.

Existem também os amores que clamam por um tiro de misericórdia: ainda estão juntos mas se comportam como um cavalo ferido, esperando ser sacrificado.
Existem também os amores-fantasma, aqueles que se recusam a admitir que já morreram.
Todo dia um amor começa a morrer.
Há quem perceba a tempo de salvá-lo.
Há quem perceba tarde demais.
Há quem veja isto acontecer e nada possa fazer…ou apenas omita socorro.
Há quem perceba bem depois que ele morreu, daí não há mais como ressuscitá-lo.

Mas que todo dia morre um amor, ah, isso morre.
Afinal, o pra sempre, sempre acaba, né não? ”

Urgh

Encontrei uma versão em que a pessoa parece ter escrito (errado) enquanto alguém ditava. Assim, “quase indolor” virou “quase incolor”, “telefonemas cada vez mais espaçados” virou “telefonemas cada vez mais gelados” e, por fim “Morre da mais completa e letal inanição” virou “Morre da mais completa e letal inanimação”.

Alguns terminam antes de acabar, assim:

“Alguns os chamam de amores-unicórnio, porque são de uma beleza tão pura e rara que jamais poderiam ter existido, a não ser como lendas. E é esse amor que eu quero viver , PARA SEMPRE!!”


E assim, vira festa da uva. Se o texto é de Autor Desconhecido significa que o autor não existe (me abstenho de comentar tal dedução) e, portanto, não vai reclamar de ter sido roubado e adulterado. Pensando (?) por esse lado, a pessoa acrescenta o que melhor se encaixe em sua realidade ou altera pura e simplesmente para convencer seus amigos de que ela realmente escreveu aquilo. Eu, sinceramente, não entendo qual é a graça de receber elogios por um texto que foi feito por outra pessoa. Atestado de loser. Desculpe, mas é o que eu mais vejo por aí. Copiam e colam textos “sem autor”, modificam e respondem aos elogios dos leitores com um “ah, obrigada, eu estava inspirada nesse dia”.

Dia desses encontrei um post datado de 2005 no blog de uma menina, formado por dois parágrafos de um post meu de 2004 (notem que nem era um texto, era um post de blog) como se tivesse sido escrito por ela. E teve ainda a história de uma amiga que teve o blog inteiro copiado por uma menina que queria impressionar o namorado. Para que isso? Será que não existe nada dentro dessas criaturas? Me desculpe, mas não adianta falar mal do governo, a honestidade tem que estar presente nas pequenas coisas, naquilo que fazemos sozinhos, sem que ninguém nos veja. Só assim estaremos preparados para mostrar honestidade diante de outras pessoas e cobrar o mesmo de quem quer que seja. Não nos deixar corromper por dinheiro, por poder ou por vaidade. Por nada.

Por favor, não repasse esse texto-Frank, alterado. Se quiser repassar ou publicar, use o original, creditado ao autor, Alexandre Inagaki, do blog Pensar Enlouquece. Pense Nisso.

PS: Mantenho o direito de expressar meu repúdio a esse tipo de coisa, afinal de contas, é mais ou menos para isso que este blog serve.
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Jornalista desconhecido

Finalmente estamos fazendo barulho.

Considerações sobre o blog, o livro da Cora, espaço na mídia e o Jornalista Desconhecido

Porque este blog foi citado na introdução do livro Caiu na Rede , da Editora Agir, organizado por Cora Rónai, que trata do mesmo tema (é uma coletânea de textos apócrifos da internet). Porque este blog foi citado em reportagem da Zero Hora no dia 25 de abril (não sei quem foi o jornalista responsável, portanto estou impossibilitada de dar os créditos a tão amável criatura) e porque eu fui, definitivamente, excluída das listas de e-mails de quase todos os meus amigos e praticamente não recebo textos encaminhados e fico sabendo dos textos do Desconhecido através de leitores deste blog, sinto que minha existência neste planeta tem um objetivo superior :-)

Fico feliz pela idéia estar dando certo, finalmente a contribiução do Autor Desconhecido à causa dos textos roubados, descaracterizados e órfãos começa a ser significativa. Mas ainda é muito pouco. São apenas vinte textos catalogados em um ano de funcionamento, o que ainda é muito pouco, mas felizmente, conforme minha intenção inicial, a maior parte dos acessos vem de pesquisas google e cada vez mais recebo mensagens de pessoas agradecendo por eu ter solucionado suas dúvidas. Colaborações também são bem-vindas (e sempre checadas), mas geralmente sou mesmo eu que fico com o “trabalho sujo”. Parece um trabalho sem fim e também por isso, bastante ingrato, mas quem sabe, unindo nossas forças de formiguinha, consigamos alterar, ainda que lentamente, esse quadro.

Agradeço ao responsável pela matéria sobre o Caiu na Rede, na Zero Hora, que citou o blog. Pena que o nome não estava lá, entre o título e o texto, para ser citado aqui. Ironia das ironias, não encontrei o nome do autor da reportagem sobre textos trocados e de autoria desconhecida. Infelizmente, ao que parece, a figura do Jornalista Desconhecido é mais comum do que deveria. :-)